SENADO LANÇA CAMPANHA NACIONAL: TESTE DA ORELHINHA

Foi lançado na última quinta-feira, 06 de outubro de 2011 pelo Senado Federal a Campanha Nacional do Teste da Orelhinha, com o tema “De ouvidos ao direito de seu filho,” que consiste basicamente em a deficiência auditiva em recém-nascidos e incentivar sua realização em hospitais e maternidades públicas. O procedimento é gratuito e identifica se há necessidade de acompanhamento fonoaudiológico do recém-nascido.
O exame é rápido e indolor, pois sua duração e de 3 a 5 minutos e ajuda no diagnóstico precoce de possíveis problemas auditivos em bebês. O teste da orelhinha pode ser feito até com o bebê dormindo e ocorre por meio de um fone colocado na parte externa do ouvido capaz de gerar estímulos sonoros que mostram como o ouvido do recém-nascido reage aos sons.
O objetivo da campanha é fazer com que pais e mães tomem conhecimento da lei nº 12.303 que dispõe sobre a obrigatoriedade da realização do exame denominado Emissões Otoacústicas Evocadas, conforme estabelecido em seu Artigo 1º – É obrigatória a realização gratuita denominado  Emissões Otoacústicas Evocadas, em todos os hospitais e maternidades, nas crianças nascidas em suas dependências.
De acordo com a reportagem de Mariana Abreu, a cada mil crianças nascidas, três apresentam problemas auditivos, o que corresponde ao número superior quando comparados as doenças identificadas pelo teste do pezinho. Ainda segundo a repórter, há vários onde a perda auditiva não é identificada a tempo.
Para Eduardo da Silva Vaz, da Sociedade Brasileira de Pediatria, o ser humano não nasce com o cérebro pronto, pois para ele, os neurônios, as sinapses e as ligações dentro do cérebro se forma a partir dos estímulos recebidos. “A criança que não escuta nos primeiros meses de vida ou no primeiro ano ela terá muitas dificuldades em desenvolver a fala, mesmo que você encontre o aparelho.” Destacou Eduardo.
Para a fonoaudióloga Vanessa Furtado, quando a deficiência é detectada com um ou dois meses de vida, a criança poderá usar o aparelho auditivo, que possibilita que ela escute como uma criança normal, sem comprometer o desenvolvimento da fala e da linguagem, porém ela ressalta que quanto mais tarde for identificado a perda de audição mais dificuldades a criança terá no aprendizado da fala e da linguagem.
Apesar do Brasil contar com um pouco mais de um de existência da Lei que obriga a oferta gratuita do teste, apenas 10% das maternidades e hospitais públicos fazem o exame. Para o senador Márcio Arruda, autor da Lei, o cumprimento dessa legislação é uma responsabilidade do poder público. “A campanha que estamos fazendo é para o poder público ser forçado a cumprir uma Lei que tem muita importância para as crianças brasileiras”. Disse Arruda
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